Construção Civil aposta em IA para enfrentar crise de mão de obra

O setor da construção civil brasileiro vive um momento de cautela. Segundo a nova edição do "Termômetro Falconi da Construção Civil", seis em cada dez executivos avaliam que o mercado está estagnado, com perspectiva de manutenção desse cenário nos próximos meses. A pesquisa, realizada pela Falconi em parceria com o Ecossistema Sienge, ouviu 120 executivos do segmento entre junho e julho deste ano.

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O diagnóstico reflete os desafios que construtoras e incorporadoras enfrentam diariamente: falta de profissionais qualificados e custo elevado do dinheiro para financiar obras. Mas em meio ao clima de incerteza, surge um movimento estratégico que pode redefinir o futuro do setor.

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IA avança enquanto setor desacelera

O uso de ferramentas baseadas em inteligência artificial mais que dobrou em dois anos. Os números impressionam: de 15% em 2023, a adoção de IA saltou para 38% em 2025. Esse crescimento acontece justamente quando o setor busca maior eficiência operacional para compensar limitações de recursos humanos e pressões financeiras.

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A tecnologia deixou de ser apenas uma promessa futurista e se tornou ferramenta concreta de gestão. Além da IA, outras soluções digitais já consolidadas também marcam presença significativa: BIM está presente em 55% das empresas, CRM em 43% e Lean Construction em 41%.

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Mão de obra: o desafio que cresceu

Se em 2023 a demanda de mercado preocupava 63% dos executivos, hoje o cenário mudou completamente. A falta de mão de obra assumiu o protagonismo nas preocupações do setor, sendo citada por 71% dos respondentes - um salto expressivo em relação aos 52% de dois anos atrás.

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É inegável que a dificuldade em atrair e reter mão de obra qualificada atrasa a transformação do setor", afirma André Chaves, vice-presidente da unidade de negócios da Falconi especializada em Indústria de Base e Bens de Capital.

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Logo atrás vêm as altas taxas de juros (48%), o custo de materiais e serviços (37%) e a demanda de mercado (36%). A inversão de prioridades mostra como o setor precisou reorientar sua estratégia diante de uma nova realidade.

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Estratégias para o curto prazo

Diante desse panorama, as empresas estão redefinindo suas prioridades. Para superar os desafios imediatos, os executivos apontam três caminhos principais: investimentos em gestão de custos da obra (74%), treinamento e qualificação da mão de obra (57%) e fortalecimento de marca (43%).

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A mudança de foco é evidente. Há dois anos, as prioridades eram concluir projetos no prazo (66%), melhorar a experiência do cliente (44%) e investir em industrialização (41%). Agora, a ênfase recai sobre controle financeiro e desenvolvimento de pessoas.

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O paradoxo da confiança

Apesar do avanço tecnológico, a pesquisa revela um dado intrigante: a confiança em mudanças estruturais caiu pela metade. Apenas 20,8% dos executivos acreditam em transformações significativas no setor nos próximos cinco anos, contra 37% em 2023.

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André Chaves explica que a tecnologia, sozinha, não resolve os problemas do setor. "Mais do que buscar a inovação pela inovação, temos que entender quais problemas são prioritários para serem resolvidos, definir as soluções mais adequadas (com e sem tecnologia), estabelecer padrões robustos de execução, criar rotinas de monitoramento e alinhar objetivos entre obra e matriz", avaliou.

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O executivo alerta para o risco da subutilização das ferramentas digitais quando não há preparo adequado das equipes. "Sem ações de capacitação, as empresas correm o risco de não conseguir implementá-las de forma efetiva", destaca.

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Gestão e capacitação como alicerces

A mensagem central da pesquisa é clara: a tecnologia é uma aliada poderosa, mas depende de bases sólidas de gestão e equipes bem treinadas para gerar resultados reais. Em um setor tradicionalmente operacional, a maturidade gerencial surge como diferencial competitivo tão importante quanto as ferramentas digitais.

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Para os gestores de manutenção predial e profissionais que acompanham o mercado, o recado é direto: investir em pessoas e processos é tão estratégico quanto adotar as últimas novidades tecnológicas. O futuro da construção civil será definido pela combinação inteligente entre inovação digital e capacitação humana.

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