As férias escolares são sinônimo de alegria para crianças e adolescentes, que aproveitam o período para brincar e explorar as áreas comuns dos condomínios. No entanto, esse aumento na circulação de jovens exige cuidados redobrados de síndicos, administradores, pais e condôminos para garantir um ambiente seguro e acolhedor. João Marcelo Frey, Gerente de Negócios de Condomínios da APSA, compartilha orientações fundamentais para prevenir acidentes e promover a convivência harmoniosa durante esse período.
Dados do Ministério da Saúde apontam que, anualmente, cerca de 3,6 mil crianças de até 12 anos morrem no Brasil devido a acidentes, e outras 111 mil são internadas. Muitos desses casos ocorrem em ambientes que deveriam ser seguros, como áreas comuns de condomínios.
No ano passado, alguns casos fatais envolvendo crianças em áreas comuns foram amplamente noticiados, como o de uma menina de 12 anos eletrocutada em São Paulo e outra de sete anos que faleceu no Rio de Janeiro após o desabamento de uma pilastra em um playground. São tragédias que poderiam ter sido evitadas com cuidados básicos de manutenção e supervisão”, destaca Frey.
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Para evitar incidentes, é essencial que os condomínios adotem medidas preventivas e promovam a conscientização coletiva. Confira as principais recomendações para tornar as férias escolares um momento de diversão segura:
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João Marcelo Frey enfatiza que a segurança não deve ser uma preocupação apenas durante as férias. “A segurança é resultado de um conjunto de fatores, que inclui manutenção preditiva, gestão eficiente e participação ativa dos moradores. É fundamental que todos, especialmente pais e responsáveis, estejam atentos aos riscos e compartilhem a responsabilidade de cuidar das crianças”, reforça.
Além disso, Frey destaca que a responsabilidade primária pelo cuidado das crianças é dos pais ou responsáveis legais. “Os responsáveis legais que devem ter cuidado pelas crianças, por isso, quando se trata desses moradores em espaços comuns, o correto é que sempre estejam acompanhados”, explica. Ele também chama a atenção para a importância da supervisão ativa:
Eles devem estar atentos o tempo todo com as crianças. Por exemplo, se perceberem que a brincadeira está ficando perigosa, o adulto deve alertar a criança a mudar ou se afastar de um local que pode oferecer algum risco de se machucar.”
A legislação também reforça a importância da supervisão e da comunicação clara nos condomínios. A Lei nº 9.683/22, em vigor desde 11 de agosto de 2022, determina que condomínios residenciais e comerciais afixem, em áreas comuns, cartazes ou placas com informações sobre canais oficiais de denúncia de violência e negligência contra crianças e adolescentes. Além disso, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que prevê multas de cinco a 20 salários mínimos para quem deixar crianças menores de 12 anos sem supervisão em veículos, coberturas ou áreas comuns, como piscinas e playgrounds. Síndicos que não afixarem informações sobre faixas etárias e condições de uso das áreas comuns também podem ser multados, com penalidades que variam de três a 10 salários de referência.
Com planejamento, diálogo e prevenção, as férias escolares podem ser uma oportunidade para fortalecer a convivência e garantir a segurança de todos no condomínio. A combinação de manutenção adequada, regras claras, supervisão atenta e engajamento coletivo transforma o período de descanso em um momento de diversão sem preocupações. Ao adotar essas medidas, o condomínio não apenas protege suas crianças e adolescentes, mas também reforça o senso de comunidade e responsabilidade compartilhada.
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